Carnaval no Brasil é sinônimo de alegria, animações, festa, gente na rua, de todas as idades, homem vestido de mulher e vice-versa, todos atrás dos blocos e beijos.. aliás muitos beijos. Esse carnaval aqui no Rio foi um marco pela quantidade de gente na cidade e principalmente a animação dos cariocas. Falando em carnaval, agora que o mesmo já se foi, um fato curioso aconteceu no sábado num bloco do Leblon.
Um senhor de 50 anos fez uma denúncia a polícia porque haviam duas meninas (de 17 a 18 anos) se beijando durante o bloco. Houve uma grande confusão por conta de um beijo com as duas meninas que um sargento saiu ferido, um monte de gente presa, gente machucada no fim do bloco e no final como aquela música da Rita Lee: “.. Tudo vira B….”.
Fiquei me perguntando hoje que contradição é o nosso país. Um país que, especialmente no carnaval, prega a política do beijo na boca até com músicas famosissímas que extigam esses beijos (vide: beijar na boca, na base do beijo) ter algo contra um beijo entre duas meninas. Pelo que entendi a polêmica toda era por conta do Sr. que fez a denúncia alegar que as meninas eram menores de idade. O que não se justifica visto que as “menina” tinham 17 e 18 anos. Alguns mais radicalistas dizem que é Homofobia. Outros preferem chamar de pouca vergonha.
Enfim, moralismos e extremismos a parte, o fato é que essa confusão toda por conta do beijo das meninas me fez pensar em como evoluimos e regredimos e como o moralismo do Brasileiro ainda se faz presente no nosso cotidiano. O carnaval, como todos sabem é a festa onde tudo é “liberado”, todo tipo de pudor é esquecido e as diferenças se pulam aos olhos. Que diria esse senhor, se passasse por um ponto ali em Ipanema (rua Farme de Amoedo) em qualquer dia de carnaval com certeza o mesmo teria um infarto ou algo pior.

Ouvi tanta coisa a respeito disso mas me ficou a pergunta, porque o Brasileiro se importa tanto com a vida alheia? O que incomoda tanto no vida do outro que faz com que você paralise a sua brincadeira para julgar e denunciar um casal que pulava feliz seu carnaval. Não é justamente a festa da liberdade. Esse é o meu Brasil de Contradições.




