Nunca pedi tanto para uma novela acabar. E enfim, terminou uma das piores e mais idiotas novelas da história da Globo. Não sou muito de comentar novela e muito menos de falar sobre isso. Faz algum tempo, desde que tenho uma série de canais graças a assinatura da antena aqui em casa que deixei de assistir a TV aberta. Mas infelizmente nem todos os brasileiros tiveram essa sorte.
Antes que me crucifiquem porque a novela é apenas entretenimento, sabemos que ela influência sim a opinião pública, especialmente das pessoas que as acompanham. Quando essa novela começou, realmente achei que daria em alguma coisa. Mas a cada capítulo que passava eu percebia que era a mesma morosidade de sempre. Para o autor da trama, o Rio de Janeiro se resume ao Leblon, as favelas estão empestadas de negros sem educação, alias os negros sempre estarão subordinados aos brancos para esse mesmo autor.
O que foi a cena abaixo???? Quando alguém se ajoelharia para pedir perdão a outra pessoa, na boa? Tenha santa paciência… Foi o fim. Alias, acho que o cara pensou que a Tais Araújo, que apesar de ter o papel principal de Helena foi a coadjuvante, estava de volta aos tempos de Xica da Silva. Foi a cena mais ridícula que eu já vi na minha vida. O olhar de superioridade de Lilia Cabral, enfim.. cena totalmente sinhá e mucama..
Muitos pensam que Viver a Vida foi uma novela que trouxe a mídia a realidade dos paraplégicos mas convenhamos, será que todos os deficientes tem condição de ficar zanzando de um lado para o outro de carro pela cidade? Mas uma vez a superficialidade do assunto foi trazida à tona. É de conhecimento geral da nação que o Brasil, em especial as grandes cidades não tem a menor infra-estrutura para um cadeirante.

A visão desse senhor é tão limitada que realmente parece que o mesmo não saiu do Leblon e o pouco que conhece da cidade do Rio de Janeiro está carregado de estereótipos. Enfim, fico pensando no impacto que isso tem para milhares de pessoas que baseiam suas vidas nesse tipo de realidade. Muitas delas nunca chegaram a ter 1/3 do que está na mesa da personagem do Leblon, não por falta de capacidade pois eu sempre acredito que o ser humano é capaz de correr atrás e nós brasileiros em especial temos um potencial e criatividade inimagináveis, mas acho que essa mesma pessoa que se vê tão distante da realidade do Leblon, termina se acomodando em meio as dificuldades que ainda são muitas na nossa rotina brasileira e vai vivendo a sua pacata e dura vida num bairro não tão “glamuroso” como o Leblon de viver a vida. E assim os anos vão passando e a vida também e a situação da pessoa continua a mesma. Se passam os anos, filhos nascem, amigos se vão mas o individuo continua com o mesmo pensamento.. a mesma conformação. Enfim, já sabemos que não deve ser assim.
O Brasil vem crescendo muito, é o país que todos dizem que é o futuro. Porque não fazer a mudança em você, arrumar a casa e crescer pessoalmente para Viver a vida de verdade.








